Do jeito que as coisas estão, e estarão, melhor pensar no ano que vem do que neste ano que passou.

Em 2020, o Brasil deve crescer o dobro de 2019. O primeiro ano da terceira década do século 21 pode ser o primeiro ano do Brasil no século 21. As reformas comandadas por Paulo Guedes e Rodrigo Maia são indispensáveis justamente porque colocam o Brasil neste século de feroz competição global.

E, se as reformas não são condições suficientes, elas são condições necessárias para destravar o espírito animal dos empreendedores e empreendedoras agora que a economia começa a voar. Pode ser mais um voo de galinha, se fizermos mais do mesmo, ou um voo de águia, se fizermos as reformas que reduzem custos e liberam forças empreendedoras.

O Brasil é um país trabalhador e de empreendedores, que esta crise ajudou a nutrir e a treinar. Quem sobreviveu na empresa depois desses duros anos de recessão aprendeu a fazer mais com menos, a resistir e a insistir, a progredir em vez de sumir.

Crises não são boas, mas crises são boas para crescer e fortalecer os fundamentos. Fraqueza na crise é fatal. Foi fatal.

Em 2020, vamos crescer o dobro de 2019, ou mais. Teremos os menores juros da história, uma situação fiscal melhor, o menor custo para financiar os sonhos grandes dos brasileiros e o menor custo para financiar as grandes obrigações do Estado brasileiro.

Nesse roteiro de retomada, é preciso previsibilidade e segurança. A pessoa do ano do ano que vem, para mim, será uma pessoa produtiva e conciliadora.

Se tem uma coisa que todo brasileiro e brasileira quer na terceira década do século 21, é trabalhar e ganhar dinheiro para sustentar a sua família e os seus sonhos.

Não somos uma nação fracassada nem uma nação bem-sucedida. Oscilamos, como indivíduos e coletivamente, entre esses dois polos, mas todos nós queremos estar no polo do sucesso. Essa é a polarização que vale e que tem saída.

A (falsa) polarização dos radicais não tem saída. Nem entrada. A maioria das pessoas fica só ouvindo a gritaria, muitas tampando os ouvidos e virando a cara para tocar suas vidas.

A maioria das pessoas que conheço não quer digladiar, quer dialogar, não quer viver em preto e branco, quer viver em cores, não quer protestar, quer trabalhar, não quer gritar, quer conversar, não quer odiar, quer amar.

O amor, nesta época, está no ar.

É Natal, depois Réveillon, depois a alegria do Carnaval, no verão quente e molhado do Brasil. Quero ser feliz, quero ter esperança. Quero pensar num ano bom.

Teve ano nestes anos de crise que a coisa estava tão dura que antecipei o Natal para junho. Era 2016, ano em que a economia brasileira registrou PIB negativo de -3,3% depois de o PIB ter caído 3,5% em 2015! Por isso, em junho daquele ano, cuidei de animar a mim e ao meu time trazendo a esperança do Natal para a entrada de minha agência, para que julho, agosto, setembro, outubro e novembro fossem contaminados pela esperança, jogada em nossa cara no período do Natal.

Falar de Jesus não pode ser um cabo de guerra. Jesus é um fio de amor a unir as pessoas.

A pessoa do ano que vem vai nos unir em torno do que é possível nos unir: o progresso pelo bem comum, não importa se venha da direita, da esquerda, de cima, ou de baixo. Desde que venha, dentro da lei, da democracia, da paz.

Que as pessoas do ano que vêm se inspirem na pessoa de todos os anos, cujo nascimento inaugurou nosso calendário com amor.

Feliz Natal a todos.

Nizan Guanaes

Nizan Guanaes