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A herborista Silvia Bueno de Azevedo dá o passo a passo para
quem quer fazer o próprio vaso. A primeira condição é reunir
as sete mudinhas bem saudáveis, de preferência com o mesmo
tamanho.
1>>>Pegar um bom vaso de barro, revestido de plástico
por dentro, com um furo no fundo (para drenagem da água);
2>>>Cobrir esse furo com um caco de telha, para ele
não entupir;
3>>>Pôr uma camada (de uns três centímetros) de
pedregulho de pedreiro (ou pedra parecida);
4>>>Uma camada de areia de construção para cobrir as
pedras;
5>>>A camada de terra que vem em seguida deve ser
bastante porosa e fértil (de preferência orgânica ou com
húmus de minhoca) e ter um pouco de areia para não haver
compactação;
6>>>Colocar as mudas, que devem ficar pelo menos um
dedo abaixo da borda do vaso;
7>>>A "arquitetura", com a posição das ervas, deve
levar em conta que a comigo-ninguém-pode, bem invasiva,
tende a crescer para os lados. Deve então ficar do lado
oposto à espada-de-são-jorge, que também é invasiva e
precisa ser sempre desbastada. Arruda vai no meio do vaso.
Se a gente imaginar uma cruz atravessando o vaso, num ponto
da cruz vai o comigo, no lado oposto, a espada. Na outra
linha da cruz, num ponto vai o alecrim, que gosta pouco de
água. No outro, o manjericão, mais favorável à umidade. A
pimenta deve ficar entre o alecrim e a espada, enquanto a
guiné se coloca entre a espada e o manjericão. Colocar terra
só até o nível da raiz (sem encobrir o caule), regar
bastante e cuidar. Um vaso de 7 ervas bem cuidado dura de um
ano e meio a dois anos, e pode ir sendo renovado com
substituição das mudas que vão fenecendo (como pimenta).
Deixado à vontade, depois de certo tempo um vaso-7 fica só
com três plantas: espada, comigo e guiné (ou alecrim). As
outras desaparecem.
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