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Pesquisas, Cursos e Consultoria para Marketing e vendas de flores
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Sinal de alerta
Todos sabíamos que a tal da crise iria afetar a economia e certamente o consumo. O problema é que o mercado de flores já vinha de um processo doloroso de transformação, e ainda não estávamos prontos para esse momento. É certo que o mercado não fechara, não se extinguirá (como a indústria de chapéus), mas também é certo que o futuro próximo parece reservar muitos desafios.
Nesse artigo vamos tentar analisar quais os erros estão acontecendo no mercado de flores e como superá-los. ComparaçõesLembro de ter feito um levantamento no inicio da década de 90 sobre o tamanho do mercado de flores (na época cheguei a um consumo per capto de US$4,00 que depois foi sendo usado como medida oficial, já há quase 20 anos...). Também busquei a comparação com outros segmentos e na época nos equiparávamos a:
Quanto se analisa um mercado a ferramenta de comparação é o faturamento. Vejamos o caso de flores. Como analisar o crescimento somando-se dúzias de rosas com caixas de vasos de violetas? Não dá. Daí vem a primeira confusão. Um mercado cresce quando ele movimenta mais recursos e esse movimento financia seu crescimento. O consumo per capto indica esse crescimento. Em flores, tivemos aumento expressivo de volumes, mas também queda expressiva de preços (nos últimos 20 anos). Isso significa que o consumo per capto se manteve. Alem disso, esse consumo, quando medido em dólares, chegou mesmo a cair nos últimos dois anos. Andamos muito mas não saímos do lugar. E para o mesmo montante em dólares, temos hoje que sustentar um numero bem maior de lojas, de atacadistas e de produtores (em relação a 1990). Os mercados de livros, brinquedos, perfumes e chocolates, que se equivaliam a flores em 1990 hoje representam cerca de quatro vezes (cada um deles) ao nosso faturamento. Eles cresceram em vendas, em volumes e em consumo. O que aconteceu? Investigando um pouco acharemos algumas respostas:
Vejamos o caso de flores:
O mercado simplesmente não aposta mais nas flores (principalmente de corte) como um negocio. Quem pode abriu outras frentes de faturamento. A “indústria floral” simplesmente não percebe o que esta acontecendo com as flores de corte e ao que isso pode levar. Relembro o que escrevi acima, o mercado não via fechar, mas haverá uma redução de volumes e uma grande concentração de mercado.
Assim como o varejo de livros, perfumaria, chocolates e brinquedos, aqueles que em flores conseguiram atacar com mais voracidade e marketing o mercado tiveram resultados. Podemos notar isso em: a)Nas 4 ou 5 lojas que dominam o mercado virtual de venda de flores b)Nas empresas que vendem buquês em supermercados c)Nas lojas que atacaram o mercado corporativo d)Nas lojas que cresceram em filiais, com bons controles e com ganho de escala na compra
Nosso mercado é carente de informações e de planejamento. Quando encontramos planejamento, quase sempre há uma confusão – os poucos que o fazem estão na verdade olhando o planejamento logístico, poucos estão fazendo o planejamento de acesso a mercado.
Planejamento logístico é mais ou menos assim:
O Planejamento de acesso a mercado é mais ou menos assim:
O resultado do relacionamento estendido com o cliente é que criara a possibilidade de vendas saudáveis. Não que se descarte a necessidade de planejar a operação e manter os controles, mas apenas uma estratégia de mercado pode criar os resultados que desejamos. O papel aceita tudo, e esse é o erro tanto de quem não planeja quanto daquele que planeja somente a parte logística.
Vejo com preocupação o ano de 2009. Ele precisa servir de reflexão para mudanças. Alguns terão vendas maiores, porem podem estar conseguindo esses resultados através do aumento da inadimplência. Selecionar clientes e fazer parcerias únicas é fundamental.
O que leva o negocio ao insucessoUm atacadista quebra se não conseguir manter certo volume de vendas ou se tiver alta inadimplência. Um produtor quebra se não tiver também um volume de vendas, se tiver alta inadimplência mas também quebra se tiver um alto custo de comercialização. Uma floricultura quebra se desequilibrar a relação custo fixo x vendas. O equilíbrio tem que ser de tal ordem que reduções de volume ou de preço possam ser compensados por redução de custos. Veja que as prioridades são contrapostas. Quando tem mais dificuldades de mercado a loja vai reagir comprando no fornecedor de menor preço (nem que isso signifique menor qualidade). Ela também vai aumentar o prazo de pagamento e talvez ate tornar-se inadimplente.
Quando ela faz isso acaba por desencadear um ciclo de efeitos negativos:
ConclusãoPense nas questões abaixo para tentar definir seu Plano de Ação:
Boa semana
Augusto
Mais informações: Augusto AKi - (0xx19) 3802 2514 - 9127-9660 - augustoaki@dglnet.com.br
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Augusto AKi - Consultoria
Especializada em Marketing para flores e Plantas Ornamentais
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