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Montando
um Plano de Ação Comercial
Costumo brincar com as pessoas dizendo que a prática já nos levou até onde podia. Daqui para frente só o planejamento salva.
Essa visão já é uma realidade e o que todos fizeram em termos de controle de credito/inadimplência mostra o quanto estamos ficando mais sérios. Para esse ano a questão do preço parece ser a bola da vez. Mais do que vender, os produtores, atacadistas e floristas estão agora mais preocupados com margem.
Para essa nova frente algumas considerações precisam ser feitas:
O fato é que o custo comercial estará ultrapassando o custo de produção (em termos de composição do preço final de venda).
Quando olhamos a opção de venda ao consumidor, que é o caminho mais natural para produtores e atacadistas, acabamos nos deparando com outra problemática: o fornecedor quando entra no varejo usa o raciocínio de elefante jogando ping pong.
O produto acaba se desvalorizando pois gera venda através de um preço convidativo. Isso não resulta em volumes e ainda serve para ressaltar sua característica “supérflua” .
O
que fazer então?
O “Caminho de Santiago” para esse recomeço passa por 4 fases:
a) Pesquisa com o grupo: sem envolvimento do grupo não há sustentação para a atividade coletiva. Sem atividade coletiva fica mais difícil a diferenciação.
Em geral, os problemas do passado pode ser resumidos em 2 grupos: falta de confiança em uma área comercial comum e divergências em se associar a outros produtores que tem o mesmo tipo de produto.
Isso precisa ser “renegociado” dentro do grupo. Listando os componentes essenciais desses fatores críticos pode-se montar um Plano de Marketing.
Nesse momento estou implantando esse processo junto aos produtores do Alto Tiete (Mogi das Cruzes, Aruja, etc) e tudo indica que os resultados serão bastante positivos.
b) Pesquisa qualitativa com os clientes: tão importante quanto o comprometimento do produtor é a definição do que se pretende alcançar junto aos clientes. Essa também pode ser uma porta de partida para montagem do Plano de Marketing. Essa estratégia estará sendo usada no trabalho que estarei iniciando essa semana com os produtores de Gravata/PE.
Concentrando-se em um diagnostico feito em junho de 2001 será feito um workshop que discutirá os pontos críticos para a comercialização daquela região produtora e de seu posicionamento frente a atual realidade de mercado.
c) Capacitação comercial de produtores: em grupos heterogêneos é preciso fazer um trabalho de embasamento.
Nas regiões mais novas é comum encontrarmos um mix de produtores que são bastante diferentes em termos de experiência, conhecimento e dedicação. Em geral isso resulta em “racha”. Pensando nisso, o grupo da PARAFLOR/Belém encomendou um trabalho que capacitação comercial para seus produtores, permitindo a partir dai seguir no mesmo processo descrito para os casos anteriores (pesquisa com clientes e montagem de um Plano de Marketing).
d)Promoção de vendas: mas de todos esses processos o mais adiantado é sem duvida o trabalho realizado na Steltenpool em Holambra2. Para esse período de março/abril foi lançada uma campanha inédita:
É isso ai. Faz dinheiro quem toma iniciativa. Tem resultado quem se planeja melhor. Boa semana.
Augusto Aki
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Augusto AKi - Consultoria
Especializada em Marketing para flores e Plantas Ornamentais
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