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Entendendo
a Exportação
Para
quem está pensando com seriedade em exportar flores e plantas
uma leitura obrigatória é o livro “O Exportador”
de Nicola Minervini – Editora Pearson Prentice Hall.
As
experiências brasileiras têm mostrado que o mercado
lá fora é receptivo e que o produto é um
problema maior do que a venda ou a identificação
de clientes.
Em
nível de produto, essa dificuldade manifesta-se de diversas
formas:
Assim,
as alternativas que tem melhor se apresentado para enfrentar essas
dificuldades até esse momento são:
a)
Ser um grande produtor em flores – mais de 20 hectares –
e ter produto suficiente para bancar a exportação
sozinho:
Benefícios:
fortalecimento da marca do produtor, aprofundamento do conhecimento
de mercado, maior cultura exportadora, atuar na revenda dos produtos
de outros produtores que lhe interessarem
Riscos: aceleração do investimento
em varias frentes ao mesmo tempo (produção, assistência
técnica, estrutura comercial, estrutura exportadora, marketing).
b)Trabalhar
através de uma trading ou integrador, que compra produtos
de diversos produtores (em diversos estados) e consolida a carga,
atendendo o cliente lá fora em seu nome particular.
Benefícios: menor
investimento comercial, eliminação do investimento
na estrutura de exportação, porta para desenvolvimento
da cultura exportadora, possibilidade de exportação
mesmo com produção menor (pelo menos 6 hectares).
Riscos: menor conhecimento do mercado, sem divulgação
da marca própria, relação comercial com o
trading
c)Participar
de um consorcio, em grupo de produtores “homogêneos”
que tenham o mesmo padrão de produto.
Benefícios: viabiliza
a exportação para produtores sem escala para exportação
individual (mas que tenham área plantada de pelo menos
6 há), contato com o mercado, desenvolvimento de marca
própria, desenvolvimento de cultura exportadora, atuação
como trading para outros produtores, maior agilidade comercial.
Riscos: heterogeneidade técnica dentro
do grupo, falhas de produto, grupos muito grandes perdem mobilidade,
custos comerciais e de exportação, ausência
de um responsável contratado para parte comercial, estrutura
jurídica para operação (essa figura jurídica
ainda não existe no Brasil), custos jurídicos para
gestão da operação.
Com
muita propriedade o professor Minervini aponta como 3 elementos
essenciais no sucesso de uma operação de exportação:
Cultura Exportadora
Conhecimento da estrutura de custos da operação
e das possibilidades de engenharia de preços para uma boa
negociação comercial
Método e alianças
Adiciono
a essas ainda algumas questões complementares:
Ligação do produtor com sua produção
(ele tem o negocio como principal ou secundário)
Capacidade de investimento de longo prazo (há recursos
próprios suficientes?)
Desenvolvimento de novos produtos (que novas opções,
como bouquets prontos, kits de produtos e alternativas que levem
a oferta cada vez mais com a cara do consumidor final)
Histórico e força de relacionamento entre o exportador
aqui e o parceiro importador lá fora (esse é um
mundo bastante perigoso...)
Localização geográfica entre a base de operações,
os produtores associados e o canal de exportação
A amarração entre os produtores envolvidos e a estrutura
de exportação (transparência, comprometimento,
fidelidade, objetivos de longo prazo)
A existência de um Plano de Exportação formalizado
No
livro do professor Minervini, além do aprofundamento dessas
questões, são apresentados cerca de 100 check list
que ajudam a verificação de todo o processo de planejamento
estratégico da operação.
Veja
por exemplo esse, sobre os principais erros em uma operação
de exportação:
Não avaliar a própria capacidade de internacionalização.
Não difundir na empresa a cultura da internacionalização.
Não contar com uma adequada assistência especializada
nas várias temáticas, como contratos, aspectos fiscais,
marketing, logística etc.
Não considerar os aspectos culturais dos vários
países.
Não adaptar o produto às exigências do mercado.
Não selecionar o parceiro com o qual trabalhar no mercado.
Não efetuar pesquisa, registro e monitoramento da marca.
Não conhecer a legislação internacional.
Limitar-se a administrar pedidos e não presidir o mercado.
Não contar com uma adequada estrutura interna administrativa
para seguir os mercados nos quais se está presente.
Não avaliar alternativas em relação às
várias formas de comercialização, com base
na diversidade dos mercados.
Não conhecer as normas de defesa do consumidor do país
importador.
Não dispor de um serviço pós-venda.
Não monitorar a atividade dos concorrentes.
Não dispor de uma embalagem adequada.
Visar a um segmento de mercado errado.
Considerar a exportação como uma alternativa a uma
eventual cri se no mercado interno.
Outro
quadro bastante interessante é o que resume o processo
de internacionalização:
A)
Gerência de exportação
Avaliação interna da empresa.
Criação de um banco de dados e de um fluxo atualizável
de informações.
Seleção dos produtos exportáveis.
Identificação das oportunidades de exportação.
Seleção dos mercados.
Seleção da forma de ingresso.
Plano de comunicação.
Identificação da seleção do parceiro.
Redação de um plano de ação.
Redação de um contrato de distribuição.
Início do processo de comercialização.
B)
Administração da exportação
Recepção da solicitação de orçamento.
Orçamento.
Negociação.
Recepção do pedido.
Avaliação do pedido.
Aceitação do pedido e confirmação
ao cliente.
Programação da produção (no caso de
flores isso deve vir antes)
Produção (no caso de flores isso deve vir antes)
Controle de qualidade.
Confecção do produto e disposição
do rótulo.
Embalagem.
Preparação de documentos de embarque.
Verificação das condições de pagamentos.
Despacho interno da mercadoria.
Alfândega local.
Saída porto/aeroporto/fronteira do país exportador.
C)
Gerência do parceiro (em caso de distribuidor)
Alfândega do país importador.
Pagamento de impostos.
Retirada da mercadoria e envio para o armazém do importador.
Eventual embalagem ou rótulo diferente.
Distribuição do produto e promoção
local.
Elaboração do relatório para o exportador,
sobre o desenvolvimento da
comercialização.
Elaboração de um plano de marketing local.
Contato constante com o importador.
Parece
ficar claro então que não basta apenas vontade e
que improvisos não são bons presságios quando
se quer realmente o sucesso em uma operação de exportação
(de flores inclusive).
Veja
alguns questionamentos apontados pelo professor Minervini:
Por
que você quer exportar? (Se queremos exportar somente para
fugir de
uma crise do mercado interno e, quando a crise acabar, abandonar
o mercado internacional, não estamos no caminho certo.)
O
seu produto possui características “universais”
ou satisfaz apenas às exigências do mercado interno?
A
sua capacidade produtiva é suficientemente elástica
para cobrir tanto o mercado interno quanto o mercado externo?
Voce
tem canais internos para escoamento de produtos? Afinal, nem toda
produção será exportada.
Os
seus fornecedores estão prontos para eventualmente introduzir
modificações no próprio controle de qualidade
para satisfazer às exigências dos mercados internacionais?
(valido para quem quer montar uma trading ou uma integradora)
Você
dispõe de uma base mínima de informações
para traçar um plano de ação para a internacionalização?
Você
dispõe das informações necessárias
para promover a própria capacidade produtiva nos mercados
internacionais?
A
sua empresa está disposta a efetuar possíveis mudanças
no produto para
satisfazer às exigências do mercado internacional?
(valido para consórcios ou para aqueles produtores que
farão exportação própria)
Você
poderá utilizar o mesmo sistema de comercialização
que usa no mercado interno?
Quais
problemas fiscais, tributários e jurídicos você
poderá enfrentar?
PLANO
DE EXPORTAÇÃO PRELIMINAR
Livro O exportador – Nicola Minervini
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1-Identifique quem pode lhe prestar assistência |
Procurar reduzir o custo da inexperiência. |
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2-Avalie a sua capacidade exportadora |
Conhecer a sua efetiva preparação
ao mercado internacional |
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3-Defina os objetivos |
Definir os volumes, a gama de produtos,
o nível de preços, a qualidade, o tipo de
parceiros, os prazos de entrega, as embalagens. |
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4-Defina a organização
necessária |
Estabelecer quais as modificações
voce terá de efetuar na sua estrutura interna de
pessoal, qualificação e formação. |
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5-Defina o suporte externo |
Estabelecer quais entidades, empresas e
consultores poderão lhe dar apoio para cobrir as
figuras profissionais que voce não tem no interior
da empresa. |
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6-Defina
os objetivos financeiros |
É necessário um programa de
custos e receitas por um período de 1 a 3 anos. |
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7-Organize
um banco de dados e defina as fontes de informação
mais confiáveis |
É fundamental filtrar as informações
mais úteis. |
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8-Elimine
a priori os mercados em que não há possibilidades
de exportação |
Selecionar os mercados
em que voce possa adquirir a primeira experiência
com o menor esforço. Procure clientes que se aproximem
do seu próprio tamanho. |
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9-Defina
os mercados por onde começar a exportar. |
Evitar a extrema diversificação,
considerando os poucos recursos que normalmente temos à
disposição quando iniciamos a internacionalização.
Avaliar bens as dimensões, as perspectivas de crescimento,
o poder contratual dos clientes. |
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10-Defina
a apresentação do seu produto |
É preciso definir as normas que voce
deverá seguir, as dimensões, o rotulo, a embalagem,
etc. |
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11-Defina o Plano de comunicação |
É preciso divulgar sua empresa: preparar
catálogos, cartas, mala direta, website, viagens,
feiras internacionais, etc. |
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12-Faça uma prova de mercado |
É mais prudente começar com
pequenos passos. Verifique embalagem, mix, produto, embalagem,
preço,comunicação, logística
e preço |
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13-Organize o controle dos resultados |
Definir uma metodologia que lhe permita
medir os progressos do seu projeto e corrigir os eventuais
erros. |

Mais informações: Augusto AKi -
(0xx19) 3902-4249 - 9127-9660
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augustoaki@dglnet.com.br
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