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Vendendo flores para empresas |
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Argentina
Na ultima semana estive em Buenos Aires
ministrando curso de marketing e comercialização para o curso de
pós-graduação da Universidade de Zamora. Uma oportunidade única
para ensinar e aprender.
Estive na Argentina em 2005 e agora foi
possível avaliar a evolução do mercado. Os números disponíveis
ainda são de 2003: 2500 ha de área e 1500 produtores. Consumo
próximo a US$ 4,2. A inflação oficial é de 8,5% mas a inflação
sentida é de algo próximo a 30%aa. A informalidade é alta tanto
na produção (bolivianos) quanto no varejo (quiosques).
O que o mercado Argentino tem de bom:
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Diversas regiões produtoras: La Plata (flores de corte),
Escobar (Plantas), Missiones (Tropicais)
- Os
potes são do tamanho 10 e 12 (e não o 9 e 11 como aqui)
- A
produção de tulipas, freezias e outras flores de bulbos é de
boa qualidade
-
Iniciou-se exportação para Nova Zelândia e África do Sul
- A
comercialização do paisagismo esta bem estrutura em Cash
Carrys dos produtores
- O
comercio de rua é mais forte que o comercio de Shopping
- Há
mercado local para as produções locais
- A
pressão imobiliária esta levando a produção de flores a
migrar de Buenos Aires para o Interior.
- Em 2010
a Argentina comemora o Bi Centenário de sua independência e
o mercado deve ser fomentado. Também em 2010 está previsto
um grande projeto governamental de apoio ao mercado de
flores, incluindo um censo.
- A
Cooperativa Argentina de Floricultores reúne cerca de 800
associados e funciona 3 vezes por semana em Buenos Aires. O
Mercoflor reúne 120 associados e funciona 2 vezes por semana
em La Plata.
O que a Argentina tem para melhorar:
- A
produção do produtor de flores de corte é altamente
espelhada (muitos produtores de crisântemo e cravos) e esses
quase sempre produzem somente 1 produto.
- A
Oferta é irregular durante o ano o que não da confiança para
o comprador
- Não há
padronização de produto
- O
mercado é concentrado entre setembro e novembro.
- Há
problemas de qualidade
- A
exposição dos produtos nas lojas é ruim
- A
produção de vasos tem pouco valor agregado
- A
logística de transporte é ruim
- A
gestão comercial dos cash carry é ruim
O que Brasil e Argentina têm de problemas em comum:
- A
adesão do produtor aos projetos é difícil
- Os
problemas de chuva estão afetando fortemente a produção,
como o que acontece em SC e RS
- Falta
assistência técnica ao produtor
- Fraco
relacionamento dentro da cadeia
-
Problemas de gestão em produtores e varejo
E o que deve se esperar para o futuro:
- O crescimento dos condomínios deve
favorecer o mercado de plantas de qualidade e a agregação de
valor pelo produtor
- Os viveiros devem evoluir para Garden
Centers
- O maior conteúdo e informações deve
fomentar o consumo
- O aumento de serviços, como assinatura
de flores para empresas, deve motivar a melhoria de
qualidade dos produtores de corte e fazer as floriculturas
procurar por qualidade.
- O aumento de variedade nos produtores
- A promoção deve gerar novas datas de
vendas e aumento do consumo durante todo o ano
- A estratificação do publico alvo deve
aumentar a adesão dos produtores
- Aumento da produção de flores em vaso
nos pólos regionais
- Eventos futuros, no Brasil e na
Argentina, deve motivar a cadeia
- Estatísticas de comercialização devem
ajudar na formação de preços
- Melhoria da estratégia de
comercialização dos produtores capitalizará mais a cadeia
- Maior integração de pequenos grupos
dentro da cadeia permitira maior promoção
As pessoas se motivam com sua perspectiva
de futuro. Os mercados mudam quando alguns começam a ganhar
dinheiro fazendo algo diferente. A motivação e as inovações são
fatos que devemos esperar tanto no Brasil quanto no mercado
Argentino. Quem empreender ganhará dinheiro!
Augusto
Mais informações: Augusto AKi -
(0xx19) 38022514 - 9127-9660
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augustoaki@dglnet.com.br
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